Abuso Sexual e a Igreja do Brasil

Estatísticas

 

Estudos

2005, Regina Soares Jurkewicz, Desvelando a Política do Silêncio: abuso sexual de mulheres por padres no Brasil, Caderno de Católicas n.12. [Tese de doutorado]

2001, Gino Nasini, Um espinho na carne: má conduta e abuso sexual por parte de clérigos da Igreja Católica do Brasil. AparecidaEditora Santuário,  2001. [Tese de doutorado em Teologia Pastoral defendida na Faculdade de Teologia de Andover Newton, EUA]

 

Depoimento de vítimas

Marcelo Ribeiro,  “Sem Medo de Falar – Relato de Uma Vítima de Pedofilia” (Companhia das Letras): estuprado pelo padre João Marcos Porto Maciel desde os 13 até os 16 anos.

Desafios

“a tempestade que se abateu sobre as igrejas do hemisfério Norte pode dirigir-se para o Sul e encontrar a Igreja do Brasil despreparada para lidar com revelações de exploração sexual por parte do clero, como também com reivindicações das vítimas” (G. Nasini, 2001, p.14)

a Igreja Católica no Brasil não tem uma política oficial em casos de abuso sexual por parte de seus ministros, deixando aos bispos a tarefa de tratar pessoalmente do caso com o sacerdote envolvido

a preocupação de salvaguardar a imagem do sacerdote e da Igreja, tratando o caso como de foro íntimo e optando por transferir e proteger o agressor, negando e mantendo o ocorrido em segredo (Soares, 7)

 

Processo – Condenação

22 de janeiro de 2019: O Ministério Público da Paraíba pediu a condenação em ação civil pública por danos morais por padre que abusou sexualmente de 20 crianças no interior do estado da Paraíba.

11 de dezembro de 2018: A Justiça do trabalho condena a Arquidiocese da Paraíba a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra menores de idade.

2014, Pe. João Marcos Porto Maciel  é investigado pelo Ministério Público por crimes de abuso contra crianças .

2013, em Niterói, RJ, o Pe. Emilson Soares Corrêa foi indiciado por abuso sexual de uma jovem de 13 anos.  Ele responde a processo criminal e está afastado de suas funções sacerdotais, de acordo com a Arquidiocese de Niterói

2011, Padre José Afonso Dé foi condenado  a 60 anos e oito meses de prisão pelo estupro de nove adolescentes. Ao recorrer, garantiu sua liberdade enquanto espera o julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2010, Arapiraca, AL, Primeira condenação official de Padres: Monsenhor Luiz Marques Barbosa foi condenado a 21 anos de prisão e os padres Edílson Duarte e Raimundo Gomes, a 16 anos e quatro meses.

2010, o Padre polonês Marcin Michal Strachanowski, no Rio de Janeiro, foi condenado a prisão preventiva por fazer sexo oral num menor.  O caso foi encerrado e o padre foi absolvido e retornou à Polônia.

2007, Pe. Bonifácio Buzzi foi preso e cumpriu pena até 2015.

2004, Pe. Bonifácio Buzzi, de Mariana, MG, foi condenado por abusar sexualmente de um menino de 10 anos.  o Padre ficou foragido.

1995, o Pe. Bonifácio Buzzi foi condenado em 13 anos de prisão domiciliar por abusar de dois meninos de 5 e 10 anos.

 

Reportagens – Mídias

20 de janeiro de 2019: O Programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão divulga uma reportagem sobre a Investigação do Ministério Público do Trabalho sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres e o ex-arcebispo da Paraíba.

 

Filmes

2002, Spotlight: Segredos Revelados: As cidades de Franca, SP, Mariana (MG), Rio de Janeiro e Arapiraca (AL) aparecem numa lista de cidades em que foram abertos processos judiciais contra sacerdotes.

 

Protocolo

 

Propostas

orientações claras quando confrontada com essas situações.(G. Nasini, p.23)

“como ponto de referência a resposta ao abuso sexual oferecida pela Igreja Católica dos EUA, para facilitar o atendimento de ofensores e vítimas e restabelecer a confiança no ministério sacerdotal” (G. Nasini, p.23)

providenciar centros de acolhimento para avaliação psicológica e tratamento de religiosos,

a necessidade de expandir e aprofundar o sentido do celibato e permitir uma reflexão aberta sobre a presente disciplina da Igreja. (Nasini, 2001, p.24-5)

 

Respostas da Igreja do Brasil

  • Campanhas da Fraternidade:
    • 1983: Fraternidade e Violência 
    • 1987: Fraternidade e o Menor 
    • 2014: Fraternidade e o tráfico humano.
    • 2018: Fraternidade e a superação da violência.