Maria Madalena

Sua origem

uma mulher Judia.

Ela é Maria. Maria era um nome Judeu comum. é uma forma do nome “Mariam” que reflete o nome siro-aramaico “Maryam”, que por sua vez é derivado do nome hebraico bíblico “Miriam” (מִרְיָם), o nome da irmã de Moisés. Na antiguidade, “Miriam” significa “rebelião”, “mar amargo”, “águas fortes”, “senhora”, “exaltada”, “governante”, “desejada para criança” ou “bonita”. Segundo Rashi um estudioso Judeu do século XI da bíblia o nome foi dado à irmã de Moisés por causa do tratamento severo que os egípcios fizeram aos judeus no Egito. A menina foi chamada Miriam, porque os egípcios tornaram a vida amarga para seu povo. São Jerônimo (no século IV), seguindo Eusébio de Cesaréia, traduz o nome como “gota do mar” (stilla maris em latim). Esta tradução foi posteriormente traduzida como stella maris (“estrela do mar”) devido a erro de escribas ou como resultado de trocas de vogais do século III, daí o título de nossa Senhora Estrela do mar.

Ela é Madalena. Madalena significa que é natural de “Magdala”, uma cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia. Magdala é um nome aramaico que significa “torre”. Era uma cidade antiga na costa do mar da Galiléia, a 4,8 km ao norte de Tiberíades. é conhecido como Magdala Nunayya que significa “Torre dos Peixes”, isto é o lugar de processamento de peixes. Acredita-se que seja o local de nascimento de Maria Madalena. Segundo Mateus 15, 39 Jesus foi para Magdala.

Ela era rica, fazia parte do grupo de mulheres que assistiram Jesus com suas posses. “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mu­lheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena… e muitas outras, que o assistiram com as suas posses.” (Lc8, 1-3; Mt 13,1-23; 5,15; Mc 4,1-25)

Sua vida

Ela foi livrada e curada de 7 demônios (Lc8, 2; Mc16, 9): “mu­lheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios” (Lc8, 2) “Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.” (Mc16, 9) Como ensina a exegese bíblica, a expressão ‘sete demônios’ pode indicar uma grave doença física ou moral que atingiu a mulher e da qual Jesus a libertou.

Ela fazia parte do grupo de mulheres que acompanhava Jesus na sua missão (Lc8, 1-3; Mt27, 56-57)

Ela fazia parte do grupo de mulheres que assistiram Jesus com suas posses. (Lc8, 3)

Ela esteve presente na crucificação e no sepultamento de Cristo, juntamente com Maria de Nazaré e outras mulheres (Mateus 27:56; Marcos 15:40; Lucas 23:49; João 19:25).

Segundo o evangelista João ela foi a primeira a ver o túmulo vazio (Jo20,1), a primeira a ver Jesus o Ressuscitado (Jo20, 16), a primeira a anunciar a boa notícia da ressurreição de Jesus (Jo20, 18).

Segundo Mateus ela e uma outra Maria foram as duas primeiras que viram o túmulo vazio (Mt28, 1), e as primeiras que viram o ressuscitado (Mt28, 9-10).

Segundo Marcos ela, Maria mãe de Tiago, e Salomé foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio (Mt28,1) mas Maria Madalena foi a primeira a ver Jesus ressuscitado (Mc16, 9).

Segundo Lucas, Maria Madalena, Joana e Maria foram as primeiras a descobrir o túmulo vazio e a contar aos apóstolos (Lc24, 10).

Sua importancia

Sozinha ou com outras mulheres ela é a primeira que viu Jesus Ressuscitado e que anunciou a boa notícia da sua ressurreição. Por isso ela é considerada a “Apóstola dos Apóstolos”.

Ela aparece 12 vezes nos evangelhos.

O nome dela aparece sempre em primeiro lugar na lista de mulheres. Ela liderava.

Falso retrato de Maria Madalena

Ela não é a debochada arrependida, não é a “pecadora pública” de Lucas 7, não é a adúltera de João 8. O retrato impreciso de Maria Madalena como prostituta começou após uma série de sermões de Páscoa proferidos em 581, quando o Papa Gregório I confundiu Maria Madalena, que é apresentada em Lucas 8: 2, com Maria de Betânia (Lucas 10:39) e a sem nome “mulher pecadora.” de Lucas 7. O Papa explicava que os “7 demônios” de Maria Madalena significava “todos os vícios”. Por isso que ele identificou Maria Madalena com a prostituta de Lucas 7.

Nada comprova no evangelho que era a Maria de Betânia, irmã de Lázaro e Marta.

Ela não é uma apóstola, mulher de Cristo que teve com ele filhos (como escreveram Margaret George, Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, autores do livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (1982), e Dan Brown autor do romance O Código da Vinci (2003))

Ela não é uma discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros discípulos, uma confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais. (como escreveram os cristãos gnosticos em O Evangelho de Maria Madalena, o Diálogo do Salvador, a Pistis Sophia, o Evangelho de Tomás, o Evangelho de Filipe e o Evangelho de Maria)

Dignidade restaurada

em 1969, o Papa Paulo VI trocou o evangelho da pecadora de Lucas 7 lido na memória de Santa Maria Madalena por Marc 16, 9-15 onde Maria Madalena é apresentada como a apóstola dos apóstolos e não mais como a prostituta arrependida.

Maria Madalena agora é considerada santa pelas igrejas católicas e ortodoxas, anglicanas e luteranas orientais

O Papa Francisco elevou a memória de Maria Madalena ao status de Festa em 22 de julho de 2016, a fim de enfatizar a importância deste fiel discípulo de Cristo.

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