Missionários da África

Nossa Vocação Missionária

Deus nosso Salvador quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus, e também um só mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos.

1 Timóteo 2,3-6

Fundada em 1868 pelo Cardeal Lavigerie, Arcebispo de Argel, nossa Sociedade é um Instituto Missionário de padres e de irmãos que vivem em comunidade. Sua finalidade é anunciar o Evangelho aos homens do mundo africano. Devido a suas origens, a Sociedade sempre dedicou uma atenção particular aos crentes do Islã. Ela adotou o nome de “Sociedade dos Missionários da África”.

A Sociedade dos Missionários da África é uma Sociedade de Vida Apostólica de Direito Pontifício junto à Congregação para a Evangelização dos Povos. Ela possui a personalidade jurídica pública de Direito eclesiástico.

Em certos países, por causa de seu hábito tradicional, a Sociedade é mais conhecida pelo nome de “Padres Brancos”.

Ainda hoje, é entre os homens do mundo africano que nós realizamos nossa vocação e nosso projeto apostólico: ser testemunhas do Reino de Deus e partilhar com aqueles que o acolhem a graça da Boa Nova. Todos os nossos compromissos, em sua diversidade, são orientados para este fim.

O anúncio do Evangelho e o serviço dos homens pedem que nós sejamos solidários com as comunidades humanas no seio das quais nós vivemos. Assim, pode-se instaurar, em respeito e estima recíprocos, o diálogo com outras tradições religiosas e outras culturas.

Nossa caminhada se inspira na de Cristo em sua Encarnação: ela dá testemunho do próprio respeito de Deus pela liberdade das pessoas e pelos caminhos individuais e coletivos. Por isso, ela está atenta às riquezas culturais de cada povo e se esforça por penetrá-las com a luz do Evangelho.

A comunhão com as aspirações e sofrimentos dos homens exige de nós uma atenção aos mais pobres, um compromisso pela justiça e pela paz, um cuidado com a promoção dos homens para uma vida mais humana. Assim, todos e cada um serão mais bem reconhecidos em sua dignidade de filhos de Deus.

Ao aprovar oficialmente a Sociedade, recomendando-nos ser fiéis ao carisma do Fundador, a Igreja nos faz partilhar de modo particular de sua responsabilidade na evangelização dos povos.

Enviados pelo Papa, cabeça do corpo episcopal e pastor da Igreja universal, nós somos sinais e artesãos da comunhão entre as Igrejas. É nos inserindo nas Igrejas que nos acolhem, mantendo sempre um vínculo vivo com nossas comunidades de origem, que cumprimos concretamente nossa missão.

São diversas as situações religiosas que encontramos: elas não cessam de evoluir. A fidelidade à nossa inspiração original e as obrigações que decorrem de nossos compromissos anteriores orientam nossas escolhas apostólicas.

  • Ali onde a Igreja está praticamente ausente, precisamos inaugurar ou prosseguir o diálogo da Salvação: levar cada um a se interrogar mais profundamente para melhor responder ao chamado de Deus em Jesus Cristo. Quando isto for possível, o anúncio do Evangelho visará a fundar comunidades cristãs.
  • Ali onde a Igreja já está presente e faz apelo a nosso serviço, nós colaboramos no reconhecimento de sua autoridade e de sua responsabilidade. Nós nos comprometemos a serviço das Igrejas locais com nosso caráter próprio: o objetivo é sempre o de ajudar a preparar o futuro de comunidades vivas e missionárias que tenham o cuidado da unidade entre os cristãos e do anúncio do Evangelho. É assim que nós fazemos parte das Igrejas locais às quais somos enviados.

Nossa presença em nossas Igrejas de origem também é missionária, na linha do projeto apostólico comum de nossa Sociedade. Nós as ajudamos a se abrirem às Igrejas do mundo inteiro, a tomarem mais consciência das riquezas e das necessidades dos povos, e a enfrentarem suas responsabilidades missionárias.

Embora pertencendo a uma multidão de comunidades, nós formamos, todos juntos, uma só e grande família. Cumprindo a missão que lhe é designada, cada um contribui com sua parte para a obra comum. Aqueles que sofrem com sua inatividade, seja pela idade ou pela doença, são plenamente ativos para a Missão, graças à oferenda de sua oração e de sua vida, unida à de Cristo.

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